20 de janeiro de 2010

Canta pra subir!



Free Blood, duo do Brooklin, em Nova Iorque, deveria entrar nos apontamentos do Napa a um bom tempo, mas isso serviu para que o som da banda fosse redescoberto em todos os seus elementos e sua sutil formação, com baixo, bateria eletrônica e dois microfones, afinal a gente escreve mas se diverte.

O interessante é a maneira que John Pugh, sua parceira Madeline Davy, e banda aplicam esses elementos eletrônicos e sintetizadores a música, produzindo um som conceituado na tentativa feliz de reinventar este estilo tão popular na atualidade e olha que a missão não é das mais fáceis.

O primeiro álbum da banda, nominado The Singles, é composto somente por seis músicas, além de vários remixes das mesmas, para você escolher qual cai melhor em qual momento. Depois de abrir shows para bandas renomadas como Hot Chip e Holy Fuck, Free Blood agora tem a chance de provar que é um grande projeto para despontar em grandes festivais e rádios do meio.

O clipe The Royal Family mostra um pouco da misce en scene dessa dupla.


18 de janeiro de 2010

Country-folk-indie-rock


Cory Chisel, nascido em Wisconsin, sempre esteve envolvido com a música, principalmente na igreja, pois é filho de pastor da congregação batista, onde sua mãe também participava tocando orgão.

Cory e sua banda The Wandering Souls lançou em setembro passado seu segundo álbum chamado Death Won’t Send A Letter, com algumas influências de Bruce Springsteen, Bob Dylan, Johnny Cash e até mesmo Cat Stevens, pela semelhança das vozes e de um som, digamos, “country-folk-rock-sei lá o que”. Com este disco se firmaram no mercado e ainda recebem grandes elogios da mídia.

O video da música Born Again faz parte do primeiro single deste projeto e traz convidados especiais como Brendan Benson e Patrick Keeler, da banda The Raconteurs, tem um teclado extremamente viciante, que particularmente, fica bem difícil ouvir somente uma vez!


15 de janeiro de 2010

Som com cara de domingo...

Lust For Life é um clipe que causa comentários comportamentais pela internet, recebeu algumas versões caseiras e é engraçado ver como hoje em dia o rock ainda pode gerar algum tipo de preconceito em um simples clipe captado em Super 8, onde pessoas aparecem fazendo cena, inclusive os autores da música, o dueto Girls, formado por meninotes da Califórnia, mas especificamente, São Francisco.

A boa estrada de versões e fofocas em relação ao clipe comentado acima gerou um boca a boca que fez com que a banda independente conseguisse um selo para se lançar. Com um som com cara de final de semana, o projeto traz um indie pop, com elementos do punk post rock e aquela guitarra melosa dando um brilho. Em algumas músicas, os som parece uma produção londrina, mas rapidamente você sente a energia californiana nas melodias.

O bom deste blog é que não somente a gente caça as coisas por aí mas sugestões dos amigos e leitores trazem novidades para a nossa playlist e uma delas é a banda desta post! O clipe, claro, não poderia deixar de ser o tão comentado Lust For Life.

6 de janeiro de 2010

Som para falar pouco...

... e escutar muito. Esse é o típico artista que tem que se ouvir com atenção, mas do que ler sobre. São muitas nuances, referências e detalhes que fazem um som ser tão delicado e completo. Andrew Morgan, do Kansas, com seu folk e violão de aço, aos nossos ouvidos, trazendo uma produção que amadurece em seu segundo álbum como agrada a cada faixa. Please Kid, Remember.

21 de dezembro de 2009

Surf Indie Rock!

Riffs de guitarra que não param, harmonias empolgantes, letras simples e um fuzzy despretencioso. Essa é a fórmula que colocou Surfer Blood na boca do povo. Formado pelos meninotes norte americanos de Palm Beach, Flórida, John Paul Pitts - guitarra e vocal, Tyler Schwarz - bateria, Thomas Fekete - guitarra, Brian Black - baixo e Marcos Marchesani - percussão, a banda tem cerca de um ano e um mercado se abrindo a cada dia, já que o projeto pegou um nicho musical que tem um público sedento de novidades, colocando uma pitada indie no já consagrado surf rock!

Sem muito o que falar, é melhor ouvir os moços em versão instrumental e alive!



18 de dezembro de 2009

Não lançamento da semana...

Este ano começou com um trailer que colocou muitos com desejo de saber como Spike Jonze irá tratar o clássico infantil norte americano de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are. Também começou com Yeah Yeah Yeah arrasando no lançamento de It’s Blitz.

Para deixar o filme melhor do que parece ser e Karen O mais uma vez em alta na cena, a trilha sonora de Onde Vivem os Monstros foi composta por amigos da moça e um coral de crianças. Intitulado Karen O and The Kids, o álbum não só entra para um dos melhores lançamentos do ano como também dá o tom do filme, aumentando ainda mais a expectativas dos fãs do diretor, da história e do bicho papão.

Inocentemente pretencioso, o projeto reuniu nomes como Tristan Bechet do Services, Tom Biller do Afternoons, Bradford Cox do Deerhunter, Dean Fertita um homem multibandas, Aaron Hemphill do Liars, Greg Kurstin do The Bird and The Bee, Jack Lawrence que também não dorme, Oscar Michel do Gris e, claro, Nick Zinner e Brian Chase do Yeah Yeah Yeahs.

Com personalidade, Karen O conseguiu produzir algo ingênuo, realmente infantil e emocionante, sem deixar o vigor, que a colocou no topo, presente e com muito amor, como o título da música que vamos postar aqui.

16 de dezembro de 2009

Liga o som e enche a taça...

Esse clima de fim de ano sempre abre espaço para um som mais fino, quase festivo, epara aqueles que muitas vezes não tem as antenas ligadas no jazz, assim, afaste o sofá, coloque a champa no gelo e ligue alto o som de Huba, grupo da Finlândia que não tem nada de gélido.

Com uma formação generosa, tendo doze pessoas comandadas pelo vocalista Tuomas Kaila, o projeto tras o ritmo do jazz, poderoso, com um cantor despretencioso mas muito bem acompanhado e o groove que dá uma pitada de swing no som de fino trato.

Essa formação do grupo vem de muitos outros projetos e tentativas musicais, mas foi no Huba que encontraram cumplicidade sonora para se fazer dentro do meio musical e produzir algo com tanta sonoridade e vigor.

Com a música Mary, estão conquistando os críticos e amantes do vinil, mas preferimos postar Who`s Got The Nerve que, para nós, apresenta a banda com mais autoridade. Que venham as emoções temporais e sensoriais que somente a boa música pode causar, sem falar que, para agradar a muitos nas festanças de final de ano, esse é um dos sons que não pode faltar.

Clique aqui e seja feliz!


Agora clique aqui e seja mais feliz!



10 de dezembro de 2009

Balada deprê de vez em quando é bom...

Ultimamente, as baladinhas, músicas mais simples, algumas com menos arranjos, super leves mas com um poder incrivel de te deixar down (porque balada boa tem que te deixar pra baixo), tem ocupado um grande espaco em meu Ipod. Uma delas é a banda que ficou mais conhecida após o ótimo filminho “mamão com açucar” Apenas Uma Vez (Once), onde os atores principais são os da própria banda, contando com Glen Hansard, da banda irlandesa The Frames, com a cantora Marketa Irglova, que juntos formaram a banda The Swell Season, nome dado também ao primeiro álbum do duo.

O disco é forrado de canções perfeitas para se ouvir naquele momento em que mais se precisa do silêncio. Talvez algumas bandas tem o poder de fazer com que suas músicas sejam melhores ainda quando não queremos ouvir nada e simplesmente esquecer de tudo. Se você está precisando disso, feche os olhos e ouça essa música.


4 de dezembro de 2009

Francês do Canadá!

Esse foi o ano das bandas francesas. Só aqui no Napa postamos um bocado de boas bandas da terra da Torre Eiffel. Assim, continuando no idioma francês mas dessa vez provindo de Quebec, no Canadá, Béatrice Martin que leva o nome Coeur de Pirate, é uma especie de Regina Spektor, mas com cabelos loiros, corpo fechado na tatuagem e apenas 19 anos, sem falar no chame que o francês causa aos ouvidos.
A banda começou sua trajetória de sucesso após ter uma de suas músicas como trilha sonora de um vídeo de um fotógrafo francês mostrando seu filho, que na epoca tinha nove meses de idade. Suas musicas, assim como Spektor, tem em sua principal base, seu piano e sua lovely and sweet voz, na maioria cantadas somente em francês.
Seu primeiro álbum, que leva o mesmo nome, foi lançado por uma gravadora em 2008, alcançando o reconhecimento primeiramente em seu pais e depois na França, onde conseguiu ficar entre as dez mais das rádios de lá. Após seu sucesso, Coeur de Pirate começou a ser reconhecipa pelos EUA, mas ainda em pequena escala, apesar de já ter perticipado de alguns festivais importantes. Em seu Myspace ainda possuem muito mais datas de shows marcadas pelo Canadá e França, mas podem esperar que logo ela deverá estar tocando em tudo quanto é canto.

2 de dezembro de 2009

Conquistando espaço...

Venus Volts deu as caras na cena, definitivamente, em 2008, trazendo suas referências rockers de guitarras barulhentas, post rock e o estilo oitentista inglês. Tocaram em pequenos festivais no interior, em alguns clubes por aí e até conquistaram o selo londrino Bliss Aquamarine, tendo músicas próprias incluídas em uma compilação. Daí não faltou espaço para Pelle, vocal e guitarra; Dinho, baixo; Du, bateria; Trinity, vocal e Filipe, guitarra e sintetizador crescerem no meio.

Eles são de Campinas e em suas músicas refletem todo o bom gosto que uma boa época trouxe a música, colocando muito barulho, uma vocalista com uma voz muito distinta e atitude despretenciosa que cai bem aos ouvidos.

Participaram da trilha sonora do seriado Descolados da MTV Brasil, que teve como tema In Gold We Trust, colocando eles de vez no cenário, mesmo o clipe sendo um dos mais pobres dos últimos tempos da Canon 5D, assim vejam e apreciem um bom rock tupiniquim com inglês no meio.