Com um início de carreira impulsionado por nada mais nada menos que Tom Waits, Jesca Hoop lancou a pouco seu último álbum (Hunting My Dress) mostrando mais uma vez que sua abençoada voz, composições e musicalidade continuam extremamente originais e de qualidade extrema.
Apesar de ótimos arranjos variando com bateria, guitarras, violão, sintetizadores e sua sensacional capacidade vocal, por incrível que pareça, Hoop faz um som simples e charmoso com grande complexidade emocional. O álbum Hunting My Dress eh composto somente por oito músicas sendo quase impossível escolher somente uma para postar aqui. Assim posto o video “The Kingdom” (ainda o único disponível das musicas desse álbum) e também o video da ótima “Money” que faz parte do álbum Kismet lançado em 2008.
Diretamente de Cleveland, Tennessee, J. Roddy Walston & the Business pode ser rotulado de uma maneira que hoje em dia costuma-se ser bem difícil de encontrar em bandas novas por aí: uma banda que toca Rock N' Roll. Isso mesmo, formado por J. Roddy Walston no piano e no vocal, Billy Gordon na guitarra e backin vocal, Logan Davis no baixo e Steve Colmus na bateria, esse quarteto formado em 2002, possui uma galera de seguidores desde o lançamento de seu primeiro álbum (Hail Mega Boys) em 2007.
Apesar de tocar guitarra em algumas músicas, Walston quando em seu piano e tocando ao vivo, parece mais uma versão atualizada (alem de muito mais cabelo e barba) de Jerry Lee Lewis. O restante da banda também não deixa a desejar, mantendo o clima com grande uma grande presença.
J. Roddy Walston & the Business pode não estar trazendo nada de novo, mas como citei acima, esta cada vez mais difícil achar alguma banda nova tocando o bom e velho rock n' roll com toda essa qualidade e responsa.
Além do video da música “Used To Did” que faz parte do último álbum lançado, posto também o video ao vivo tocado no sensacional festival SXSW da música "I Don't Wan't To Hear It".
Confesso que conheci esta banda somente porque a mesma estava abrindo o show da sensacional The XX. Nika Roza Danilova, vocal e compositora de Zola Jesus entrou no palco calada, cantou suas músicas (na grande maioria de seu novo album Stridulum II) e saiu sem dizer uma palavra, ou seja, não ouve comunicação alguma com o público nem ao menos nome da banda, das músicas ou até um simples “thank you” depois das palmas. Assim, somente descobri o nome da banda ao final de todos os shows ao ver o stand de vendas de seus cds, camisetas e etc.
Para não estender este post, resumo ao máximo minha humilde opinião sobre Zola Jesus. Um vocal poderoso misturado ao som de teclados e sintetizadores, musicas dramáticas, depressivas e emotivas, mas tudo com um toque de qualidade para ter o merecido reconhecimento aqui do NapaIndie.
Os vídeos abaixo fazem parte do último álbum lançado pela banda mencionado acima e foram as músicas que mais me chamaram a atenção no show ao vivo.
Banda de Auckland, Nova Zelândia composta pela vocalista Alisa Xayalith e o produtor e compositor Thom Powers, estourou com seu single electro-pop Young Blood chegando a ficar em primeiro nas paradas de seu pais de origem e também com a poderosa Punching in a Dream (praticamente uma mistura perfeita entre Passion Pit e MGMT). Apesar das comparações inevitáveis, The Naked and Famous tem sido levada a serio por grande parte da midia e fans e já partiu para um pequena tour para alguns outros países como Australia, Londres e os Estados Unidos (somente Nova Iorque, deixando minha querida cidade Boston de fora).
A vocal Xayalith em uma de suas entrevistas diz: “Eu iria odiar se nossa banda fosse conhecida somente por ter feito a música Young Blood”. Resta agora esperar e ver se realmente isso não acontecerá.
Desde o lançamento do primeiro álbum da banda em 2008, estava querendo escrever alguma coisa da The Reign Of Kindo mas sempre acabava desistindo e postando alguma outra banda “nova” do momento. Apos o lançamento do segundo álbum em agosto desse ano intitulado This Is What Happens , voltei a ouvir e acho que merece um espaço por aqui.
Composta por Joseph Secchiaroli (guitar/vocals), Steven Padin (drums/vocals), Kelly Sciandra (piano/rhodes/trumpet), Michael Carroll (guitar/sizes) and Jeffery Jarvis (bass/vocals) a banda vem de Buffalo, NY com o grande diferencial de além de possuir grandes músicos/instrumentistas, fazem mistura criativa e sensacional de jazz progressivo-indie-pop- rock que não se vê facilmente por ai. Talvez os únicos pontos fracos da banda que ocorre neste nosso projeto e também no álbum anterior chamado Rhythm, Chord, & Melody, sao o excesso de baladas, que eh praticamente o tipo de som da banda This Day and Age que alguns integrantes do The Reign Of Kindo faziam parte e o timbre da voz de Joey Secchiaroli que em minha humilde opinião eh o que faz a banda soar mais pop e nao tao jazzy como talvez deveria.
Os vídeos abaixo, uma especie de gravação ao vivo em estudo, mostram as músicas Thrill of the Fall do último álbum e também a Just Wait que faz parte de um EP lançado antes mesmo do primeiro álbum.
Depois de ler algumas críticas não muito boas sobre Freelance Whales e seu álbum de estreia Weathervanes, voltei a ouvi-los por pelo menos umas 10 vezes pra ter a certeza se estava mesmo gostando do que ouvia. A banda vem de Nova Iorque, mais precisamente do Queens, fez apresentações em pequenos bares e até mesmo nas ruas e estacoes de metro, participou de festivais como SXSW e lançou seu álbum de estreia a apenas alguns meses atras. Utilizando instrumentos como banjo, harmônio, xilofone e sintetizadores a banda faz um twee pop criando comparações com Postal Service ou Sufjan Stevens (nas musicas onde o banjo eh tocado).
Mesmo não chegando muito próximo da qualidade das bandas comparadas acima, Freelance Whales ainda tem a humilde aprovação deste Napa que vos fala. Não pesquisei se a banda possui um video oficial, mas essa é um dos meus preferidos numa apresentação feita no festival.
Projeto dos produtores e DJ’s Daniel Collás, Sean Marquand, The Phenomenal Handclap Band, banda de Nova Iorque, conta com 8 integrantes e vem participando de festivais famosos pelos EUA e Inglaterra desde de 2009 quando tiveram seu primeiro álbum lançado. O disco é forrado de influências funk dos anos 70, disco e rock, tudo com sintetizadores sempre acompanhados por dois vocais femininos.
Apesar de não trazer nada de novo e também não ser a queridinha dos críticos, The Phenomenal Handclap Band consegue, em algumas de suas músicas (pelo menos em 3 de seu álbum),chamar a atenção de alguns e até mesmo animar algumas pistas de danças de barzinhos modernos por aí. A musica “15 to 20”, que possui um vídeo interessantíssimo, eh uma delas e esta no vídeo abaixo para vossa apreciação!
Local Natives, quinteto de Los Angeles, Califórnia formado por Taylor Rice (vocal/guitarrra),Kelcey Ayer (vocal/teclado/percussão), Ryan Hahn(guitarra/vocal), Andy Hamm (baixo) e Matt Frazier na bateria teve seu álbum lançado primeiramente na Europa no ano passado e nos EUA somente em fevereiro desse ano pela Frenchkiss Records que também tem em seu catálogo bandas como Passion Pit, Cut Off Yuor Hands entre outras.
Depois de grande reconhecimento pelos singles da sensacional “Airplanes” e “Sun Hands” na Europa, Local Natives participou com destaque no grandioso SXSW e também de um dos melhores festivais do Estados Unidos, o Coachella. Com uma mistura folk-rock no estilo Fleet Foxes (que funciona como um grande elogio), a banda já ganhou merecida atenção da crítica além de somar muitos fans pelo mundo afora.
Sempre falei neste blog que não sou critico de música mas sim amante da mesma e das várias formas de como ela é feita. Quando assisto a um filme, até mesmo nos cinemas, sou quase sempre um dos últimos a sair, pois sempre espero pra ver os créditos finais do filme relacionado à trilha sonora se, é claro, essa tal trilha valer a pena.
Esses dias assisti (nesse caso em casa mesmo) o filme Paper Heart com os atores Charlyne Yi, do filme Knocked Up e Michael Cera que tomou fama pelo filme Superbad. O filme é um “documentário” sobre o que é o amor e o que significa estar amando. Ambos os atores interpretam eles mesmos, ou seja, usam os próprios nomes no filme onde Charlyne, que acredita que não é capaz de amar ninguém, viaja os USA entrevistando pessoas, casais e crianças e perguntando o que é o amor e acaba se envolvendo com Michael Cera.
Charlyne Yi além de ter escrito e atuado no filme, participa também da composição de grande parte da trilha sonora assim como seu parceiro de filme Michael Cera. A trilha é interessante, em sua maioria instrumental, mas uma em especial me chamou a atenção e me fez querer fazer esse post.
A música Magic Perfume foi composta por Yi e Matt Davis e é tocada por ela em uma parte filme. Como não existe um vídeo oficial dessa música, segue um vídeo feito por um(a) fan que contém a música de estúdio e também o vídeo da parte que ela canta no filme!
Esse texto foi composto há um ano e três meses atrás mas nunca foi postado, esses dias passei por ele em meus arquivos aqui e resolvi passa-lo pro Napa!
Eu sei que o NapaIndie tende a estar sempre voltado mais para mundo indie da música, mas este post fez-se necessário por alguns motivos. Para algumas pessoas, como eu por exemplo, gostar de música não é apenas escolher um rótulo como o indie rock (que para muitos é apenas cool ) e segui-lo assiduamente sem dar chance para qualquer outro estilo. Música é tudo aquilo que faz bem aos seus ouvidos qualquer que seja o tipo de som ou como ele é rotulado.
Bom, depois de preparar seus ouvidos, vamos ao que interessa! Jace Everett nasceu em Evansville, Indiana, USA, mas cresceu no Texas e desde pequeno já começou a tocar guitarra e baixo. Everett é um cantor country e seu primeiro album foi lançado em 2006. O que me chamou a atenção foi que sua música, “Bad Things” está na abertura de um dos seriados de maior sucesso aqui nos Estados Unidos nos últimos tempos, True Blood (acompanhado semanalmente por este que vos escreve), que começou a ser transmitido em setembro de 2008. Talvez de tanto assistir o seriado e sempre ouvir essa música nos créditos iniciais, peguei gosto por ela e achei que era merecido um post por aqui!
Acredito que se você ouvir o restante do álbum perceberá que realmente esse tipo de som não é sua praia, assim como também não é a minha, mas a real intencao deste post foi somente focar nesse som para tentar os deixar um pouco viciados na música assim como no seriado.
Cabe a vocês agora verificarem se a música também agrada seus ouvidos. Segue o vídeo de abertura do seriado e logo abaixo do clipe o vídeo oficial da música, para isso, como sempre, just push play!